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O CENTRO ESPÍRITA: CONCEITOS, OBJETIVOS E ATIVIDADES BÁSICAS

4.1 O CENTRO ESPÍRITA

4.1.1 O pensamento de Kardec

A importância do Centro Espírita é tal que o próprio Kardec houve por bem dar instruções precisas a respeito do seu funcionamento, como se lê no capítulo 29 de O livro dos médiuns, intitulado Das reuniões e das Sociedades Espíritas. Extrairemos dessas instruções alguns pontos que se afiguram básicos ao norteamento do nosso estudo. Assinala o Codificador, logo no início do referido capítulo, que As reuniões espíritas oferecem grandíssimas vantagens, por permitirem que os que nelas tomam parte se esclareçam, mediante a permuta das ideias, pelas questões e observações que se façam, das quais todos aproveitam. Mas, para que produzam todos os frutos desejáveis, requerem condições especiais, que vamos examinar, porquanto erraria quem as comparasse às reuniões ordinárias [...].1

Mais adiante, prossegue: O objetivo de uma reunião séria deve consistir em afastar os Espíritos mentirosos. Incorreria em erro, se se supusesse ao abrigo deles, pelos seus fins e pela qualidade de seus médiuns. Não o estará, enquanto não se achar em condições favoráveis. [...] Imagine-se que cada indivíduo está cercado de certo número de acólitos invisíveis, que se lhe identificam com o caráter, com os gostos e com os pendores. Assim sendo, todo aquele que entra numa reunião traz consigo Espíritos que lhe são simpáticos. Conforme o número e a natureza deles, podem esses acólitos exercer sobre a assembleia e sobre as comunicações influência boa ou má. Perfeita seria a reunião em que todos os assistentes, possuídos de igual amor ao bem, consigo só trouxessem bons Espíritos. Em falta da perfeição, a melhor será aquela em que o bem suplante o mal [...].2 Uma reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros e formam como que um feixe. Ora, este feixe tanto mais força terá, quanto mais homogêneo for [...].3

E arremata: Toda reunião espírita deve, pois, tender para a maior homogeneidade possível.4 A seguir, aborda a questão da regularidade das reuniões, esclarecendo ser este um ponto não menos importante. Diz o Codificador:

Em todas [reuniões], sempre estão presentes Espíritos a que poderíamos chamar frequentadores habituais, sem que com isso pretendamos referir-nos aos que se encontram em toda parte e em tudo se metem. Aqueles são os Espíritos protetores [...]. Ninguém suponha que esses Espíritos nada mais tenham que fazer, senão ouvir o que lhes queiramos dizer, ou perguntar. Eles têm suas ocupações e, além disso, podem achar-se em condições desfavoráveis para serem evocados. Quando as reuniões se efetuam em dias e horas certos, eles se preparam antecipadamente para comparecer [...].5

Entrando no assunto das Sociedades Espíritas propriamente ditas, diz

Kardec:

Tudo o que dissemos das reuniões em geral se aplica naturalmente às Sociedades regularmente constituídas, as quais, entretanto, têm que lutar com algumas dificuldades especiais, oriundas dos próprios laços existentes entre os seus membros.[...] O Espiritismo, que apenas acaba de nascer, ainda é diversamente apreciado e muito pouco compreendido em sua essência, por grande número de adeptos, de modo a oferecer um laço forte que prenda entre si os membros do que se possa chamar uma Associação, ou Sociedade. Impossível é que semelhante laço exista, a não ser entre os que lhe percebem o objetivo moral, o compreendem e o aplicam a si mesmos. Entre os que nele veem fatos mais ou menos curiosos, nenhum laço sério pode existir. Colocando os fatos acima dos princípios, uma simples divergência, quanto à maneira de os considerar, basta para dividi-los. O mesmo já não se dá com os primeiros, porquanto, acerca da questão moral, não pode haver duas maneiras de encará-la. Tanto assim que, onde quer que eles se encontrem, confiança mútua os atrai uns para os outros e a recíproca benevolência, que entre todos reina, exclui o constrangimento e o vexame que nascem da suscetibilidade, do orgulho que se irrita à menor contradição, do egoísmo que tudo reclama para a pessoa em quem domina. Uma Sociedade, onde aqueles sentimentos se achassem partilhados por todos, onde os seus componentes se reunissem com o propósito de se instruírem pelos ensinos dos Espíritos e não na expectativa de presenciarem coisas mais ou menos interessantes, ou para fazer cada um que a sua opinião prevaleça, seria não só viável, mas também indissolúvel [...].6

Continua o Codificador:

Já vimos de quanta importância é a uniformidade de sentimentos, para a obtenção de bons resultados. Necessariamente, tanto mais difícil é obter-se essa uniformidade, quanto maior for o número [de participantes]. Nos agregados pouco numerosos, todos se conhecem melhor e há mais segurança quanto à eficácia dos elementos que para eles entram. O silêncio e o recolhimento são mais fáceis e tudo se passa como em família. As grandes assembleias excluem a intimidade, pela variedade dos elementos de que se compõem; exigem sedes especiais, recursos pecuniários e um aparelho administrativo desnecessários nos pequenos grupos. A divergência dos caracteres, das ideias, das opiniões, aí se desenha melhor e oferece aos Espíritos perturbadores mais facilidade para semearem a discórdia. Quanto mais numerosa é a reunião, tanto mais difícil é conterem-se todos os presentes [...].7

Orienta ainda Kardec:

Visto ser necessário evitar toda causa de perturbação e de distração, uma Sociedade espírita deve, ao organizar-se, dar toda a atenção às medidas apropriadas a tirar aos promotores de desordem os meios de se tornarem prejudiciais e a lhes facilitar por todos os modos o afastamento. As pequenas reuniões apenas precisam de um regulamento disciplinar, muito simples, para a boa ordem das sessões. As Sociedades regularmente constituídas exigem organização mais completa. A melhor será a que tenha menos complicada a entrosagem. Umas e outras poderão haurir o que lhes for aplicável, ou o que julgarem útil, no regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas [...] [primeira Sociedade Espírita, fundada].8

Finalmente, é importante destacar as condições que, segundo o Codificador, seriam mais favoráveis para um Centro Espírita atrair a simpatia dos bons Espíritos. Essas condições, que se relacionam com as disposições morais dos seus integrantes, são as seguintes: Perfeita comunhão de vistas e de sentimentos; Cordialidade recíproca entre todos os membros; Ausência de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã; Um único desejo: o de se instruírem e melhorarem, por meio dos ensinos dos Espíritos e do aproveitamento dos seus conselhos. [...] Exclusão de tudo o que, nas comunicações pedidas aos Espíritos, apenas exprima o desejo de satisfação da curiosidade; Recolhimento e silêncio respeitoso, durante as confabulações com os Espíritos; União de todos os assistentes, pelo pensamento, ao apelo feito aos Espíritos [...]; Concurso dos médiuns da assembleia, com isenção de todo sentimento de orgulho, de amor-próprio e de supremacia e com o só desejo de serem úteis.9

Assim, Kardec aponta, como condição básica para o funcionamento adequado de um Centro Espírita, a conduta moral dos seus participantes. Defluem dessas considerações do Codificador preciosos ensinamentos, que, como se verá a seguir, permeiam a moderna concepção de Centro Espírita.

4.1.2 Conceitos

Segundo consta no documento “A adequação do Centro Espírita para o melhor atendimento de suas finalidades”, produzido pelo Conselho Federativo Nacional (CFN), em 1975, o Centro Espírita, “[...] para bem atender às suas finalidades, deve ser um núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus à luz da Doutrina Espírita”.12Deve ser o local semelhante à “[...] casa de uma grande família, onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar”13O Centro Espírita deve também:
- “[...] proporcionar aos seus frequentadores oportunidades de exercitar o seu aprimoramento íntimo pela vivência do Evangelho [...]”14
- ”[...] criar condições para um eficiente atendimento a todos os que o procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação.”15
- “[...] manter-se em clima de ordem, de respeito mútuo, de harmonia, de fraternidade e de trabalho, minimizando divergências e procurando superar o personalismo individual ou de grupo, para o bem do trabalho doutrinário, propiciando a união de seus frequentadores na vivência da recomendação de Jesus: ‘Amai-vos uns aos outros’.”16
- “[...] caracterizar-se pela simplicidade própria das primeiras casas do Cristianismo nascente, com total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores, tais como batizados e casamentos.”17
- Deve, “[...] na condição de sociedade civil, organizar-se não apenas para desenvolver com eficiência as atividades básicas, mas também para cumprir as suas obrigações legais.”18

O Conselho Espírita Internacional (CEI) aprovou, anos depois, o folder “Divulgue o Espiritismo, uma Nova Era para a Humanidade”, em que as orientações em referência complementam o conceito de Centro Espírita, segundo o entendimento espírita.10 Dentre as orientações dos Espíritos Superiores a respeito do Centro Espírita, destacamos as seguintes, proferidas por Emmanuel, que sintetizam os conceitos antes apresentados. Este benfeitor espiritual afirma que o Centro Espírita, que ele chama de templo, é, [...] na essência, um educandário em que as leis do ser, do destino, da evolução e do universo são examinadas claramente, fazendo luz e articulando orientação [...]. [...] Prestigiará a ciência do mundo que suprime as enfermidades e valorizará o benefício da prece e do magnetismo curativo, no socorro aos doentes. Divulgará o conceito filosófico e a frase consoladora. Propiciará o ensino, multiplicando o pão. Um templo espírita, revivendo o Cristianismo, é um lar de solidariedade humana, em que os irmãos mais fortes são apoio aos mais fracos e em que os mais felizes são trazidos ao amparo dos que gemem sob o infortúnio.21

4.1.3 Objetivos

Os objetivos do Centro Espírita são, em essência, os mesmos do Movimento Espírita, isto é, o estudo, a divulgação ou difusão, e a prática do Espiritismo. Não poderia ser de outro modo, por ser aquele – o Centro Espírita –, a unidade fundamental do Movimento Espírita. O Conselho Espírita Internacional, no folder “Divulgue o Espiritismo”, define como objetivos dos centros, grupos ou sociedades espíritas: [...] promover o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita, atendendo às pessoas que buscam esclarecimento, orientação e amparo para seus problemas espirituais, morais e materiais [...]; querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita [...]; querem trabalhar, colaborar e servir em qualquer área de ação que a prática espírita oferece.10 À vista desses objetivos, pode-se dizer que, quando [...] consideramos os objetivos do Espiritismo, que outros não são senão os de esclarecer e instruir, de assistir e orientar, de melhorar e educar, e avaliamos a extensão dos dramas e conflitos, das tragédias e convulsões sociais por que passa a Humanidade, compreendemos melhor o que significa a disseminação das luzes e bênçãos da Terceira Revelação pela superfície do mundo, florescendo e frutificando em outros solos, em outros meios, sob outros céus, para preservação e defesa dos Espíritos encarnados, tão desejosos e necessitados de felicidade e quase sempre sem condições de conquistá-la. Dirigir um Centro Espírita, com senso de responsabilidade e espírito de abnegação, conduzindo-o de acordo com os postulados kardequianos, é trabalho de sacrifício para o qual nem todos oferecem condições satisfatórias de adaptação e entrosamento, nem disposições de ânimo satisfatórias a enfrentar a realidade dos fatos ou os imprevistos das situações, fazendo o possível pelo engrandecimento da Casa. Por isso, é sempre louvável o vermos companheiros verdadeiramente dispostos a darem prosseguimento ao programa de edificação da Humanidade, aceitando incumbências que lhes foram cometidas pelos Espíritos do Senhor e empenhando-se ao máximo por darem a elas profícuo desempenho. Deprequemos, portanto, ao Pai Celestial suas bênçãos para que os diretores das Sociedades Espíritas sejam bem sucedidos no exercício de suas funções, levando de vencida as dificuldades que se lhes antepuserem aos passos. O fato de uma Casa Espírita ser modesta e composta de pessoas simples é antes um título de recomendação, uma razão de crédito de confiança, do que um fator contrário ao seu bom conceito, pois a simplicidade é, por excelência, a característica essencial do Espiritismo. Isto não quer dizer que nós, como seus adeptos, não nos esforcemos por aprender mais, por estudar sempre, melhorando nossas condições morais e intelectuais, acentuando o trabalho de cultura da mente e do coração. Não podemos difundir a luz se não nos iluminarmos, nem dar se não cuidarmos do nosso suprimento próprio. E semelhante conquista só é possível nos centros espíritas verdadeiramente bem estruturados nos ensinamentos doutrinário-evangélicos da Codificação Kardequiana. O que importa, em essência e em última análise, como condição primordial, é a natureza do trabalho cristão e o caráter de renovação do trabalhador empenhado na criteriosa execução do mesmo. Ante as necessidades que nos acossam e os problemas que nos rondam e desafiam, variáveis em natureza e extensão, é de todo imprescindível que estejamos deveras compenetrados da natureza de nossas responsabilidades doutrinário-administrativas e atentos ao esmerado cumprimento dos deveres delas decorrentes, a fim de fazermos jus às bênçãos dos nossos Maiores e podermos atender àqueles que algo esperam, efetivamente, dos centros espíritas.20

4.1.4 Atividades básicas

As atividades básicas do Centro Espírita são apresentadas no documento “Adequação do Centro Espírita para o melhor atendimento de suas finalidades”, já referido. Em outro documento emanado do Conselho Federativo Nacional – “Orientação ao Centro Espírita” –, essas atividades se encontram detalhadas. O Conselho Espírita Internacional, por sua vez, no multicitado folder “Divulgue o Espiritismo, uma Nova Era para a Humanidade”, sintetiza essas atividades. Valemo-nos deste último documento para fundamentar o estudo deste tópico, utilizando o “Orientação ao Centro Espírita” como fonte de consulta para os necessários complementos. Assim, são atividades básicas do Centro Espírita:
- Reuniões de estudo da Doutrina Espírita, de forma programada, metódica ou sistematizada, destinadas às pessoas de todas as idades e de todos os níveis culturais e sociais, que possibilitem um conhecimento abrangente e aprofundado do Espiritismo em todos os seus aspectos [...].11 A Federação Espírita Brasileira lançou dois programas específicos para o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, além de uma proposta para Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita (EADE).
- Reuniões públicas [...] para a explanação do Evangelho à luz da Doutrina Espírita, de maneira programada e com uma sequência de trabalho previamente estabelecida.19 Reuniões de estudo, educação e prática da mediunidade, com base nos princípios e objetivos espíritas, esclarecendo, orientando e preparando trabalhadores para as atividades mediúnicas [...].11 A Federação Espírita Brasileira publicou um programa para o Estudo e Educação da Mediunidade, com vistas à preparação desses trabalhadores.
- Reuniões de evangelização espírita para crianças e jovens, de forma programada, metódica ou sistematizada, atendendo-os, esclarecendo-os e orientando-os dentro dos ensinos da Doutrina Espírita [...].11
- Trabalho de divulgação da Doutrina Espírita por meio de todos os veículos e meios de comunicação social compatíveis com os princípios espíritas, tais como: palestras, conferências, livros, jornais, revistas, boletins, folhetos, mensagens, rádio, TV, cartazes, fitas de vídeo e áudio [...].11 Hoje, a internet tem sido utilizada como um dos principais meios de divulgação do Espiritismo.
- Serviço de assistência e promoção social espírita destinado a pessoas carentes que buscam ajuda material: assistindo-as em suas necessidades mais imediatas; promovendo-as por meio de cursos e trabalhos de formação profissional e pessoal e esclarecendo-as com os ensinos morais do Evangelho à luz da Doutrina Espírita [...]11 Atualmente, com o “Manual de Apoio para as Atividades do Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita” – elaborado, em conjunto, pela FEB e as Federativas Estaduais –, as orientações e recomendações, contidas no opúsculo Orientação ao centro espírita, foram desenvolvidas e explicitadas com vistas à sua operacionalização.
- Reunião de estudo do Evangelho no Lar, como apoio para a harmonia espiritual de suas famílias [...].11 Com esse propósito, a Federação Espírita Brasileira editou o folheto Evangelho no lar.
- Atividades que têm por objetivo a união dos espíritas e das instituições espíritas e a Unificação do Movimento Espírita, conjugando esforços, somando experiências, permutando ajuda e apoio, aprimorando as atividades espíritas e fortalecendo a ação dos espíritas [...].11 As atividades de Unificação estão hoje sintetizadas no folheto Divulgue o Espiritismo, uma Nova Era para a Humanidade, lançado pelo Conselho Espírita Internacional em diversas línguas.
- Atividades administrativas necessárias ao seu normal funcionamento, compatíveis com a sua estrutura organizacional e com a legislação de seu país.11 A orientação para essas atividades encontra-se no “Manual de Administração das Instituições Espíritas”, aprovado pelo Conselho Federativo Nacional.

As atividades do Centro Espírita, desse modo sintetizadas, demonstram a amplitude da ação que lhe compete desenvolver para atingir os seus objetivos, competindo a nós – os trabalhadores espíritas – envidar os melhores esforços no sentido de promover o estudo, a difusão e a prática do Espiritismo com todos aqueles que buscam o Centro Espírita para esclarecimento, orientação e amparo. É importante que o trabalhador espírita conheça e divulgue o livro Orientação ao centro espírita, que contém explicações básicas sobre essas e outras atividades. Neste sentido, relacionamos, em seguida, os principais conteúdos constantes da obra Orientação ao centro espírita:

- Missão dos espíritas.
- Os centros espíritas.
- Palestras públicas.
- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.
- Atendimento espiritual no centro espírita.
- Estudo e educação da mediunidade.
- Reunião mediúnica.
- Evangelização espírita da infância e da juventude.
- Divulgação da Doutrina Espírita.
- Serviço de assistência e promoção social espírita.
- Atividades administrativas.
- Participação do centro espírita nas atividades de Unificação do Movimento espírita.
- Recomendações jurídicas.
- Recomendações e observações gerais.
- Anexos 1 e 2.